A importância da Gestão de Riscos na redução de sinistros

Um incêndio no galpão. Uma falha elétrica que deixa a produção parada por um dia inteiro. Uma carga que não chega ao destino porque foi roubada no caminho. Quando algo assim acontece, o prejuízo dificilmente se limita ao bem danificado ou à mercadoria perdida.

Isso porque o sinistro aciona uma cadeia de consequências que nem sempre está prevista no orçamento. Por exemplo, uma operação pode parar, uma entrega pode atrasar, um contrato pode ficar em risco ou um cliente pode deixar de ter confiança na sua empresa.

Se, de um lado, o seguro existe para garantir a proteção financeira quando o imprevisto já aconteceu; de outro, é preciso proteger o negócio para evitar que algo aconteça (ou minimizar o seu impacto). A gestão de riscos entra exatamente nesse ponto. Entenda mais a seguir.

O que é gestão de riscos?

A gestão de riscos (GR) é o processo sistemático de identificar, avaliar, priorizar, tratar, mitigar e monitorar ameaças ou incertezas potenciais que podem causar perdas a uma organização.

Basicamente, ela gira em torno de:

  • Identificar vulnerabilidades;
  • Avaliar o que pode dar errado;
  • Adotar controles que reduzem tanto a chance de um sinistro acontecer quanto o tamanho do estrago quando ele acontece.

Para isso, é fundamental observar a operação de forma estruturada e avaliar:

  • Quais são os 5 maiores riscos da nossa operação?
  • Qual é a probabilidade de cada um deles acontecer?
  • Estes riscos são monitorados continuamente?
  • Se algo acontecer, quais seriam os impactos para a empresa?
  • Que medidas podem evitar ou limitar esses danos?
  • Como a organização deve reagir caso o evento ocorra?

Como a gestão de riscos reduz o número de sinistros?

Engana-se quem pensa que gestão de risco significa apenas contratar um seguro e esperar que ele cubra o prejuízo quando algo ocorrer. Na verdade, a GR vai muito além disso.

Ela reúne práticas que atuam antes do sinistro, identificando vulnerabilidades e criando formas de evitar que uma ocorrência aconteça ou, quando isso não for possível, reduzir seus impactos.

No transporte de cargas, por exemplo, esse trabalho pode envolver a análise das rotas, o monitoramento dos veículos, a definição de procedimentos para paradas, o treinamento dos motoristas e a adoção de medidas para reduzir roubos, acidentes e avarias.

Ao conhecer melhor os riscos da operação, a empresa consegue agir de forma preventiva, corrigir falhas e direcionar recursos para os pontos mais críticos. Com isso, diminui a frequência dos sinistros e fica mais preparada para responder quando um evento inesperado acontece.

Leia mais: Saiba fazer um Gerenciamento de Riscos eficiente para transporte de cargas

Quais riscos empresariais merecem atenção?

Como cada empresa possui características próprias, as ameaças podem variar de negócio para negócio. No entanto, alguns grupos de risco aparecem com frequência nas operações empresariais. São eles:

Riscos patrimoniais

São aqueles que podem atingir prédios, estoques, móveis, máquinas, equipamentos e demais bens da organização. Entre os exemplos estão incêndios, explosões, danos elétricos, vendavais, alagamentos, roubos e quebras de equipamentos.

Além do prejuízo material, essas ocorrências podem comprometer a capacidade de funcionamento da empresa.

Responsabilidade civil

Uma organização também pode ser responsabilizada por danos corporais ou materiais causados de maneira não intencional a terceiros. Um cliente pode sofrer um acidente nas dependências da empresa, por exemplo. Também podem ocorrer danos relacionados à execução de atividades ou à utilização de determinado espaço.

A gestão de riscos ajuda a identificar essas exposições e a estabelecer medidas de segurança para reduzi-las.

Riscos de engenharia

Erros de execução, queda de materiais, danos a equipamentos e eventos naturais podem provocar perdas durante a realização do projeto. Por isso, a análise deve considerar as características da obra, os métodos utilizados, os equipamentos envolvidos, o cronograma e as condições do local.

Riscos diversos

Determinados equipamentos e bens podem estar expostos a danos causados por acidentes externos que não se enquadram nas coberturas básicas de um seguro patrimonial. Nesses casos, é necessário avaliar as características dos ativos e as modalidades de proteção disponíveis para a operação.

Riscos cibernéticos

Um incidente digital pode causar perda de dados, paralisação, despesas de recuperação e responsabilidade relacionada ao tratamento de informações de clientes, colaboradores ou fornecedores.

Por isso, a segurança digital precisa fazer parte da gestão geral dos riscos empresariais, e não ser tratada apenas como responsabilidade da equipe de tecnologia.

Como a Zattar atua na gestão de riscos?

A Zattar possui a Central de Operações (CCO), um departamento dedicado a viabilizar operações mais saudáveis com base nas melhores práticas de gerenciamento de risco. Nossa CCO atua como ponto focal entre seguradoras, gerenciadoras de risco, empresas de tecnologia e prestadores de serviços de GR.

Para transportadoras e embarcadores com alto volume de viagens, também disponibilizamos o SGO (Sistema de Gestão Operacional), que oferece controle em tempo real dos processos de sinistros de transporte, mapas de calor e um dashboard para acompanhamento de resultados, dando ao segurado visibilidade para tomar decisões estratégicas antes que o risco vire prejuízo.

Para empresas de outros segmentos que também lidam com riscos patrimoniais, de responsabilidade civil ou cibernéticos, contamos ainda com um portfólio dedicado de Riscos Empresariais, estruturado para reduzir a exposição do negócio de ponta a ponta.

Quer entender como estruturar a gestão de riscos da sua operação? Fale com nossos consultores pelo WhatsApp ou pelo nosso canal de contato.

Quais mercadorias exigem mais atenção no Seguro de Transporte?

Quem trabalha com transporte de cargas sabe que toda mercadoria precisa de cuidado. No entanto, há certos tipos que exigem ainda mais atenção na hora de contratar o Seguro de Transporte.

A natureza do produto, o valor de mercado, a facilidade de revenda e até a rota utilizada são fatores que podem influenciar tanto a exposição a roubos e furtos quanto as condições da apólice. Mas, afinal, quais mercadorias costumam exigir mais cuidado no transporte e por que isso impacta a contratação do seguro? É isso que você confere a seguir.

Para começar: o cenário no Brasil

Os dados relacionados ao roubo de cargas melhoraram, mas ainda estão longe de ser motivo de comemoração. Segundo levantamento da NTC & Logística, divulgado pelo Monitor Mercantil, em 2025 foram registradas 8.570 ocorrências de roubo de carga no Brasil. Isso significa uma redução de 16,7% em relação a 2024.

Ainda assim, o prejuízo direto estimado chegou a aproximadamente R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão quando considerados os efeitos indiretos, como aumento de custos operacionais e impacto no preço final dos produtos.

E os dados vão além. Segundo o G1, uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostrou que 20% das indústrias brasileiras tiveram cargas furtadas ou roubadas nos últimos cinco anos. Desses casos:

  • 68% aconteceram em rodovias;
  • 48% em áreas urbanas;
  • 21% nos armazéns e terminais de carga.

Na prática, esses números mostram que, mesmo com a queda nas ocorrências, o roubo de cargas continua sendo um risco relevante para transportadores e embarcadores. Por isso, entender quais mercadorias exigem mais atenção é um passo importante para contratar um Seguro de Transporte adequado à operação.

Quais mercadorias exigem mais atenção no transporte?

No mercado de seguros, existem mercadorias que costumam passar por uma análise mais criteriosa. É o caso de eletrônicos, celulares, medicamentos, bebidas, produtos de informática, autopeças, cosméticos, alimentos, cigarros e artigos de maior valor agregado.

Basicamente, a regra é que o risco de uma carga não depende apenas do seu valor de mercado. Na prática, também são considerados fatores como facilidade de revenda, procura no mercado irregular, volume transportado, histórico de sinistros, rota utilizada e medidas de segurança adotadas na operação.

Por exemplo: uma carga de celulares pode ser mais visada porque tem alto valor agregado, ocupa menos espaço e pode ser revendida com facilidade. Já uma máquina industrial pode ter valor elevado, mas ser mais difícil de transportar, esconder e comercializar.

Por isso, a análise de risco considera o conjunto da operação, e não apenas o preço da mercadoria.

O que acontece com quem opera sem a cobertura adequada?

O prejuízo mais visível em caso de sinistro é a perda da carga. Porém, os impactos podem ir além disso.

De acordo com a pesquisa da CNI divulgada pelo G1, 62% das indústrias brasileiras relataram aumento nos custos finais por causa dos gastos com segurança no transporte. Além disso, 45% afirmaram que esses investimentos acabam encarecendo o preço final dos produtos.

Isso acontece porque as cargas que apresentam maior risco podem exigir coberturas específicas e medidas operacionais adicionais, como rastreamento ativo, uso de escolta em algumas partes do trajeto, limites de valor por embarque e aprovação prévia de rotas.

E esse cuidado vale para todos os envolvidos na operação:

  • Embarcadores precisam avaliar se o Seguro de Transporte Nacional cobre adequadamente o tipo de mercadoria transportada.
  • Já os transportadores rodoviários devem contar com os seguros obrigatórios de responsabilidade civil, como o RCTR-C e o RC-DC, mas também precisam conferir se a apólice contempla as mercadorias transportadas, os riscos da rota e as exigências de gerenciamento de risco.

Afinal, o RCTR-C cobre danos à carga em situações específicas, geralmente relacionadas a acidentes com o veículo transportador. Já o RC-DC está ligado ao desaparecimento da carga, como roubo ou furto qualificado, conforme as condições contratadas. Mesmo assim, isso não significa que qualquer carga estará automaticamente coberta.

Por isso, antes de iniciar o transporte, é essencial verificar se o perfil da mercadoria, os riscos da operação, os limites de cobertura e as exigências da seguradora estão corretamente previstos na apólice. Caso contrário, a empresa pode descobrir tarde demais que a proteção contratada não atende à realidade da operação.

Conte com a Zattar para proteger sua carga

Na hora de contratar o Seguro de Transporte, não basta olhar apenas para o valor da mercadoria. Como comentado, é preciso avaliar o tipo de carga, a rota, o perfil da operação, os riscos envolvidos e as coberturas exigidas para cada situação.

Para tirar dúvidas e evitar erros na contratação da cobertura, fale com a equipe da Zattar pelo WhatsApp.

A importância do seguro de vida para empresas com atividade de risco

Em algumas atividades, lidar com riscos faz parte da rotina. Máquinas pesadas, exposição a produtos químicos, trabalho em altura, deslocamentos constantes e operações mais intensas fisicamente são apenas alguns exemplos de situações presentes no dia a dia de muitos profissionais brasileiros.

Para organizar esse cenário, o Código Nacional de Atividade Econômica (CNAE) classifica as empresas conforme o grau de risco da atividade exercida, considerando a possibilidade de acidentes e doenças ocupacionais relacionadas ao trabalho.

Por exemplo, segmentos como agronegócio, construção civil, transporte e indústria costumam demandar cuidados ainda maiores com segurança e prevenção. Isso porque, além dos impactos financeiros e operacionais, um incidente pode afetar diretamente a vida dos colaboradores, das famílias e até a reputação da própria empresa.

É nesse contexto que o seguro de vida empresarial ganha importância como parte da estratégia de proteção das organizações. A seguir, entenda por que ele pode fazer diferença para empresas e equipes.

Acidentes em empresas com atividade de risco: o que os dados mostram

Segundo estudo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Brasil registrou, em 2025, o maior número de acidentes e mortes no trabalho de toda a série histórica monitorada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho: mais de 806 mil acidentes e 3.644 óbitos em um único ano.

O crescimento é contínuo: de 2020 a 2025, os acidentes cresceram 65,8%, enquanto os óbitos subiram 60,8%.

Os setores mais afetados seguem sendo exatamente os de maior risco: o transporte rodoviário de carga lidera em número de mortes, com 2.601 óbitos em dez anos. Já o motorista de caminhão é a ocupação com mais mortes no país, com mais de 4 mil óbitos na última década, o que representa mais de uma vida perdida por dia.

A construção civil, a vigilância privada e o transporte de produtos perigosos completam esse cenário de alta letalidade.

No setor de saúde, também com atividade de risco, os hospitais e serviços de urgência lideram o número absoluto de acidentes, com quase 633 mil registros acumulados ao longo da última década.

Quanto aos impactos, eles vão além do aspecto humano. Em dez anos, foram perdidos mais de 106 milhões de dias de trabalho por acidentes no país. Em 2025, apenas 25,62% dos trabalhadores acidentados seguiram trabalhando normalmente, enquanto os demais precisaram se afastar, alguns por longos períodos.

Por que o seguro de vida é importante nesses casos?

A empresa pode seguir todos os protocolos de segurança e normas regulamentadoras, mas o fato é que, em atividades com maior exposição a riscos, imprevistos podem acontecer.

O seguro de vida empresarial oferece mais tranquilidade para trabalhadores e familiares em situações como:

  • Morte por acidente;
  • Morte natural
  • Invalidez permanente total ou parcial;
  • Afastamentos por acidentes;
  • Assistência à família em momentos difíceis.

Isso significa que este é um benefício corporativo que contribui para aumentar a sensação de segurança dos colaboradores no ambiente de trabalho.

Por exemplo, para um motorista de caminhão ou um operador de máquinas, saber que sua família estará amparada em caso de acidente fatal ou invalidez muda a percepção sobre a empresa em que trabalha.

É sempre válido destacar também que acidentes em empresas com atividade de risco podem resultar em processos trabalhistas e ações de indenização. O seguro de vida em grupo, quando bem estruturado, integra um programa mais amplo de gestão de riscos que protege tanto o colaborador quanto a organização.

Como a Zattar estrutura o seguro de vida para operações de risco

Nossa equipe analisa a atividade e o perfil de risco da empresa e as condições específicas do trabalho para desenhar uma apólice de seguro de vida em grupo que faça sentido para a realidade do seu negócio.

As coberturas podem incluir morte natural, morte acidental, invalidez e assistências personalizadas, oferecendo mais proteção para colaboradores e mais segurança para a empresa.

Quer entender como estruturar o seguro de vida para os seus colaboradores? Fale com nossos consultores pelo WhatsApp ou pelo nosso canal de contato.