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Quais mercadorias exigem mais atenção no Seguro de Transporte?

Quem trabalha com transporte de cargas sabe que toda mercadoria precisa de cuidado. No entanto, há certos tipos que exigem ainda mais atenção na hora de contratar o Seguro de Transporte.

A natureza do produto, o valor de mercado, a facilidade de revenda e até a rota utilizada são fatores que podem influenciar tanto a exposição a roubos e furtos quanto as condições da apólice. Mas, afinal, quais mercadorias costumam exigir mais cuidado no transporte e por que isso impacta a contratação do seguro? É isso que você confere a seguir.

Para começar: o cenário no Brasil

Os dados relacionados ao roubo de cargas melhoraram, mas ainda estão longe de ser motivo de comemoração. Segundo levantamento da NTC & Logística, divulgado pelo Monitor Mercantil, em 2025 foram registradas 8.570 ocorrências de roubo de carga no Brasil. Isso significa uma redução de 16,7% em relação a 2024.

Ainda assim, o prejuízo direto estimado chegou a aproximadamente R$ 900 milhões, podendo ultrapassar R$ 1 bilhão quando considerados os efeitos indiretos, como aumento de custos operacionais e impacto no preço final dos produtos.

E os dados vão além. Segundo o G1, uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostrou que 20% das indústrias brasileiras tiveram cargas furtadas ou roubadas nos últimos cinco anos. Desses casos:

  • 68% aconteceram em rodovias;
  • 48% em áreas urbanas;
  • 21% nos armazéns e terminais de carga.

Na prática, esses números mostram que, mesmo com a queda nas ocorrências, o roubo de cargas continua sendo um risco relevante para transportadores e embarcadores. Por isso, entender quais mercadorias exigem mais atenção é um passo importante para contratar um Seguro de Transporte adequado à operação.

Quais mercadorias exigem mais atenção no transporte?

No mercado de seguros, existem mercadorias que costumam passar por uma análise mais criteriosa. É o caso de eletrônicos, celulares, medicamentos, bebidas, produtos de informática, autopeças, cosméticos, alimentos, cigarros e artigos de maior valor agregado.

Basicamente, a regra é que o risco de uma carga não depende apenas do seu valor de mercado. Na prática, também são considerados fatores como facilidade de revenda, procura no mercado irregular, volume transportado, histórico de sinistros, rota utilizada e medidas de segurança adotadas na operação.

Por exemplo: uma carga de celulares pode ser mais visada porque tem alto valor agregado, ocupa menos espaço e pode ser revendida com facilidade. Já uma máquina industrial pode ter valor elevado, mas ser mais difícil de transportar, esconder e comercializar.

Por isso, a análise de risco considera o conjunto da operação, e não apenas o preço da mercadoria.

O que acontece com quem opera sem a cobertura adequada?

O prejuízo mais visível em caso de sinistro é a perda da carga. Porém, os impactos podem ir além disso.

De acordo com a pesquisa da CNI divulgada pelo G1, 62% das indústrias brasileiras relataram aumento nos custos finais por causa dos gastos com segurança no transporte. Além disso, 45% afirmaram que esses investimentos acabam encarecendo o preço final dos produtos.

Isso acontece porque as cargas que apresentam maior risco podem exigir coberturas específicas e medidas operacionais adicionais, como rastreamento ativo, uso de escolta em algumas partes do trajeto, limites de valor por embarque e aprovação prévia de rotas.

E esse cuidado vale para todos os envolvidos na operação:

  • Embarcadores precisam avaliar se o Seguro de Transporte Nacional cobre adequadamente o tipo de mercadoria transportada.
  • Já os transportadores rodoviários devem contar com os seguros obrigatórios de responsabilidade civil, como o RCTR-C e o RC-DC, mas também precisam conferir se a apólice contempla as mercadorias transportadas, os riscos da rota e as exigências de gerenciamento de risco.

Afinal, o RCTR-C cobre danos à carga em situações específicas, geralmente relacionadas a acidentes com o veículo transportador. Já o RC-DC está ligado ao desaparecimento da carga, como roubo ou furto qualificado, conforme as condições contratadas. Mesmo assim, isso não significa que qualquer carga estará automaticamente coberta.

Por isso, antes de iniciar o transporte, é essencial verificar se o perfil da mercadoria, os riscos da operação, os limites de cobertura e as exigências da seguradora estão corretamente previstos na apólice. Caso contrário, a empresa pode descobrir tarde demais que a proteção contratada não atende à realidade da operação.

Conte com a Zattar para proteger sua carga

Na hora de contratar o Seguro de Transporte, não basta olhar apenas para o valor da mercadoria. Como comentado, é preciso avaliar o tipo de carga, a rota, o perfil da operação, os riscos envolvidos e as coberturas exigidas para cada situação.

Para tirar dúvidas e evitar erros na contratação da cobertura, fale com a equipe da Zattar pelo WhatsApp.

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