As causas de acidentes com caminhões nas rodovias do Brasil

Para entender os fatores que levam motoristas a se envolverem em acidentes, um estudo da CNT analisou as ocorrências em um período de 11 anos. Confira.

O Brasil conta com uma frota de 2.270.861 veículos autorizados para realizar transporte de cargas. O transporte rodoviário é responsável por mais de 60% do volume total de cargas no país. Embora esse volume transportado tenha elevada representatividade para o país, empresas e motoristas precisam lidar com riscos que envolvem perdas de vidas e altos prejuízos econômicos enquanto exercem suas operações.

De quem é a culpa? De acordo com o estudo “Acidentes Rodoviários – Estatísticas Envolvendo Caminhões”, realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), a ocorrência de acidentes é potencializada por diferentes fatores: humanos, veiculares, institucionais, socioeconômicos e ambientais.

Condição do veículo, a qual deve estar em dia. Pneus, suspensão, freios e equipamentos obrigatórios.

Os índices relacionados à infraestrutura

Na realidade das estradas do Brasil, a baixa qualidade na infraestrutura é um dos maiores desafios para motoristas.
O anuário publicado pela CNT em 2020, revela que 59,2% das rodovias avaliadas, em 2019, apresentaram algum tipo de problema no estado geral. 47,6% dos trechos avaliados têm problemas no pavimento, 48,1% dos trechos avaliados apresentam deficiência na sinalização. Ainda, 75,7% dos trechos avaliados têm falhas na geometria

O que leva o motorista de caminhão a se envolver em um acidente?

A principal causa dos acidentes ocorridos no período avaliado de 2007 a 2018 está relacionada à “falta de atenção de condutores e pedestres”, representando 29% dos acidentes de trânsito com envolvimento de caminhão. A utilização de dispositivos eletrônicos durante a condução tem sido cada vez mais comum entre motoristas. Fazer ligações sem usar o viva-voz é proibido em vários países, porém, a utilização desse dispositivo não resolve o problema da distração.

Utilizar aparelho celular ao dirigir pode aumentar o risco de se envolver em um acidente em até cinco vezes.
As demais causas relacionadas aos acidentes com caminhões se dividem em: excesso de confiança, imprudência, dificuldades de planejamento, cumprimento de prazos, sono e mal súbito. Ainda, destacam-se:

Grande distância percorrida: Devido à grande extensão territorial brasileira, os motoristas acabam ficando expostos ao risco por muito tempo em uma viagem. A necessidade de ficar dias à frente da condução leva ao desgaste físico e, consequentemente, à perda de reflexo.

• Manutenção do veículo: Outro aspecto importante é a condição do veículo, a qual deve estar em dia. Pneus, suspensão, freios e equipamentos obrigatórios devem estar em perfeitas condições de uso. O ritmo de trabalho, na maioria das vezes intenso, com alto custo e com poucos pontos de serviço e manutenção, é um fator que afeta diretamente o desgaste do veículo, que, na maior parte do tempo, trabalha em seu limite operacional.

• Problemas de saúde do caminhoneiro: Uma vida sedentária, estresse, hábitos alimentares irregulares e inadequados, sobrepeso, consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo são comuns na vida de um caminhoneiro, além de doenças com alterações psicológicas, como depressão ou ansiedade e doenças por repetição de ações/ movimentos (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho – DORT). Esses fatores, quando não ocasionam afastamento e perda de suas produtividades laborais, levam a situações de risco durante a condução que podem resultar em acidentes.

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Seguro D&O: Suas decisões também podem ser asseguradas

“O preço da grandeza é a responsabilidade”, já dizia o ex-ministro inglês Winston Churchill. Sabe muito bem disso todo gestor que controla uma companhia e a faz crescer.

O dia a dia corporativo é um exercício constante de decisões. É diante dessa rotina que o gestor coloca a “cara a tapa”, vivendo, muitas vezes, questões complexas que significam grandes riscos não só para a companhia, mas para o seu patrimônio pessoal.

A boa notícia é que em muitos casos, quando passível de ser estimado, esse risco pode ser coberto por uma apólice de seguro.

A apólice em questão é do Seguro D&O, que é a sigla para “Directors and Officers Liability Insurance”, pode ser traduzido como Seguro de Responsabilidade Civil para Conselheiros e Diretores, ou ainda “RC Administradores”.

Esse produto foi criado especialmente para os responsáveis por corporações e suas tomadas de decisões com o intuito de proteger seus patrimônios pessoais diante de condenações ou prejuízos que eles possam ter em virtude de um ato ou decisão gerencial.

Em resumo, o D&O pode proteger vulnerabilidades que possam resultar em danos para acionistas, ações trabalhistas, ações ambientais, autuações fiscais, entre outros.

Além de dar amparo às indenizações a terceiros, funciona, em última análise, como seguro de proteção jurídica, contemplando os custos judiciais e extrajudiciais.

O D&O pode proteger vulnerabilidades que possam resultar em danos para acionistas.

A importância do Seguro D&O em momentos de crise

O seguro D&O se torna ainda mais importante em situações de crises. Neste contexto, o gestor precisa tomar decisões urgentes, e, muitas vezes sob pressão, o que pode gerar consequências negativas.

Foi em uma crise, a propósito, que o D&O foi criado. Na década de 1930, após a quebra da Bolsa de Nova Iorque, o seguro para gestores deu-se como uma proteção aos executivos das empresas de capital aberto.

De acordo com as leis americanas da época, as empresas não podiam ser responsabilizadas por erros do gestor, muito menos reembolsar clientes absorvendo todo prejuízo.

No Brasil, a modalidade foi trazida no final dos anos 90, por influência de programas de privatização para grandes companhias e, com isso, também veio a necessidade de proteção para essas empresas. A adesão ao D&O aumentou ainda com leis e penalidades mais rigorosas que surgiram com o passar do tempo.

Crescimento do D&O no Brasil

Segundo levantamento da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), somente os prêmios diretos nos seguros de responsabilidade civil (D&O) totalizam R$ 732 milhões em 2020, no acumulado até novembro, um avanço de 47% em relação ao mesmo período de 2019, quando somou R$ 496 milhões. .

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