Gestão de Riscos: Estratégias de prevenção de perdas no transporte de cargas

Evitar danos e avarias durante a movimentação de produtos e mercadorias é um dos maiores desafios do transporte rodoviário. Toda companhia que atua no setor sabe que para chegar ao seu destino, a carga fica exposta a diversos riscos, por isso, contar com estratégias de prevenção de perdas é indispensável para garantir a segurança e a rentabilidade da atividade.

As ocorrências são comuns e os prejuízos são muitos. Além de gerar uma insatisfação para o embarcador ou cliente final, afetando a reputação da empresa, esse tipo de problema também implica, por um lado, no aumento do custo do frete e, por outro, na margem de lucro.

Podemos tomar como exemplo os índices do transporte no agronegócio. Em 2020, perdeu-se cerca de 1,58 milhão de toneladas de soja e 1,34 milhão de toneladas de milho nas rodovias brasileiras, segundo levantamento do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (EsalqLog). Essa é uma questão que levanta discussões sobre o desperdício de alimentos, sustentabilidade e impactos econômicos, exigindo um grande empenho por parte das empresas e governo.

São diversos fatores que contribuem para essas perdas. Mas, como transportador, é importante entender que existe uma responsabilidade pela integridade da carga, entenda melhor abaixo.

Responsabilidade civil no transporte rodoviário de cargas e mercadorias

O transporte de cargas é cercado de obrigações, direitos e deveres. O vínculo jurídico impõe que o responsável pela movimentação do produto ou mercadoria deverá cumprir a prestação do serviço conforme estabelecido em contrato com o credor, ou seja, o embarcador.

A RC para transporte de cargas e mercadorias está, inclusive, prevista na Lei nº 10.406/2002. O Código Civil entende que a responsabilidade do transportador deve ser limitada ao valor da “coisa” transportada – conforme declarado na nota fiscal. A empresa responsável pela movimentação da mercadoria deve conduzi-la ao destino sem avarias, sendo que a responsabilidade começa no ato da coleta e termina com a sua entrega

Além disso, existe ainda a Lei 11.442, que trata do transporte de cargas e mercadorias especificamente para o modal rodoviário.

Essa Lei determina que o transportador é responsável “pelos prejuízos resultantes de perda, danos ou avarias às cargas sob sua custódia.” Portanto, a responsabilidade pela perda ou avaria de mercadoria em razão de um evento como um acidente de trânsito é do transportador.

A responsabilidade do transportador é objetiva perante o dono da carga. Isso significa que, independente da comprovação de culpa ou não no acidente que veio a causar a perda da carga, ele deverá ressarcir financeiramente o cliente por esse dano.

Diante disso, todo transportador deve contar com mecanismos que garantem um suporte em caso de sinistro, como é o caso do seguro obrigatório RCTRC-C, e até mesmo ações que previnem tais ocorrências.  

Como evitar perdas no transporte de cargas?

A prevenção de perdas no transporte de cargas começa com o planejamento. Isso inclui analisar as ocorrências ao longo dos anos – tanto por experiências internas quanto pelos índices do setor, e avaliar quais medidas necessárias para prever possíveis eventos que causam danos e avarias à carga. 

Entre os principais pontos de atenção estão ações como mapeamento da rota, bem como estabelecer os melhores dias e horários, uso de rastreadores, entender as características do carregamento e cuidados específicos que podem necessitar. 

A condição da carga também é um fator importante. Inclusive, o transportador tem direito de recusar ou propor outro tipo de empacotamento para a carga que não possui embalagem adequada, ou, ainda, quando o acondicionamento possa trazer danos no veículo ou ponha a saúde das pessoas em risco. O transportador pode também recusar cargas que não possuam documentação exigida por lei ou que tenham sua comercialização ou transporte proibido.

Outras medidas que podemos destacar:

  • Manutenção da frota e qualificação de motoristas:

A falha mecânica e falha humana são os principais causadores de acidentes nas rodovias. O monitoramento das condições da frota é fundamental para evitar acidentes e, inclusive, multas. Em paralelo, fornecer boas condições de trabalho, estimular boas práticas de direção e acompanhar a saúde dos motoristas é igualmente importante para mais segurança e prevenção. 

  • Riscos de acidentes, furtos e roubos

De acordo com o Painel de Acidentes Rodoviários, elaborado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), que utiliza dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal), entre 2010 e 2020, foram registrados mais de 1,4 milhão de acidentes nas rodovias federais no país. Diversos são os fatores que causam esse tipo de ocorrência: falhas humanas, problemas veiculares, deficiências viárias, entre outros. 

Em paralelo, o roubo de cargas é também considerado um dos grandes riscos da atividade. O Brasil é o país com o maior índice de roubo de cargas a nível mundial, sendo que o transporte com caminhão ocupa 71% das ocorrências e a maior parte dos incidentes acontece em trânsito.

Com mais de 14 mil ocorrências durante o ano de 2020, de acordo com a CNT, os prejuízos computados ao setor somam R$ 1,2 bilhão.

  • Seguro para cargas

A contratação de um seguro é a melhor maneira de minimizar qualquer impacto financeiro após um incidente que cause danos ou perdas à carga. O RCTRC-C é o seguro de Responsabilidade Civil do transportador rodoviário de carga. É um seguro obrigatório para o transporte de cargas em todo território nacional, conforme decreto desde 1966 e se destina a cobrir os danos causados por acidentes rodoviários.

Outras modalidades de seguro também são importantes para o setor. Por exemplo, o RCF-DC – Seguro Responsabilidade Civil Facultativa de desaparecimento de cargas, que tem por objetivo garantir a cobertura do valor protegido no caso de roubo ou furto da carga transportada.

  • Gerenciamento de riscos

O gerenciamento de riscos é a principal estratégia para otimizar recursos e proteger transportadoras, empresas e motoristas de danos e perdas em suas operações. Trata-se de um conjunto de ações que vão prevenir, proteger e otimizar os investimentos na segurança. 

Prevenção de perdas no transporte de cargas na prática

A Zattar Seguros é especialista em prevenção de perdas no transporte de cargas. Confira nosso e-book exclusivo: 20 Dicas práticas para a prevenção de acidentes e roubo de carga.

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Seguro de Cargas: Não tenha problemas com a averbação

O seguro de cargas é o principal recurso para proteger suas operações de danos ou perdas durante o transporte. No entanto, quando ocorre um incidente, para receber o suporte que você necessita com agilidade e tranquilidade é fundamental que toda documentação pertinente aos bens segurados esteja correta. Um dos pontos mais importantes desse processo é a averbação da carga

Ter dúvidas ou falhas na contratação de apólices para suas cargas pode gerar muita dor de cabeça. Por isso, contar com uma consultoria experiente faz toda diferença. Quer entender tudo sobre averbação para transporte de cargas? Clique aqui para falar com os especialistas da Zattar, e confira as informações abaixo!  

Neste artigo você vai ver:

  • O que é averbação de carga
  • Por que a averbação é tão importante para o seguro de cargas
  • Averbação de cargas manual
  • Averbação de cargas eletrônica

O que é averbação de carga

O ato de averbar a carga consiste em registrar e informar à seguradora sobre os bens ou produtos transportados. Sendo assim, este deve ser realizado em todas as operações, antes de cada viagem.

Trata-se de um procedimento obrigatório para o transporte de cargas em território nacional e é ele quem dá direito à indenização quando o seguro obrigatório de cargas RCTR-C precisa ser acionado

Averbação de cargas para o RCTR-C

O RCTRC-C é o seguro de Responsabilidade Civil do transportador rodoviário de carga. Ou seja, esse é um seguro contratado pela transportadora especificamente para cobrir os danos causados por acidentes rodoviários.

A obrigatoriedade do RCTR-C está prevista em lei, conforme decreto desde 1966:

DECRETO-LEI Nº 73, DE 21 DE NOVEMBRO DE 1966:

“Art 20. Sem prejuízo do disposto em leis especiais, são obrigatórios os seguros de:

m) responsabilidade civil dos transportadores terrestres, marítimos, fluviais e lacustres, por danos à carga transportada.”

DECRETO No 61.867, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1967:

“Art 10. As pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado que se incumbirem do transporte de carga, são obrigadas a contratar seguro de responsabilidade civil em garantia das perdas e danos sobrevindos à carga que lhes tenha sido confiada para transporte, contra conhecimento ou nota de embarque.”

O RC de Transporte Rodoviário de Cargas tem como objetivo reparar danos causados às mercadorias transportadas de terceiros, desde que em decorrência de um acidente com o veículo transportador, considerando sua cobertura básica. Mas é importante destacar que para tornar o seguro válido, é imprescindível a averbação da operação de transporte.  

Através do registro da movimentação é possível manter o controle das cargas seguradas. Logo, com base nesses dados, é determinado o valor do prêmio e, em caso de sinistro, pode ser providenciado o ressarcimento.

Leia mais: RCTR-C e RCF-DC: O que são esses termos e quais as diferenças entre eles? 

Como averbar o seguro de carga

Existem duas formas de fazer a averbação do seguro de cargas. Menos usual, a averbação manual consiste em repassar para a seguradora os dados de cada carga a ser transportada. Esse processo pode ser realizado com o auxílio de planilhas ou até mesmo feito manualmente a partir de um formulário no site da seguradora ou do sistema AT&M. 

Importante destacar que a averbação manual muitas vezes se torna um processo trabalhoso, compromete a produtividade e tem mais margem para erros – especialmente para transportadoras com grande fluxo logístico. Isso significa um grande risco em não ter as informações de acordo e problemas para o recebimento de indenizações em caso de sinistro.

Para evitar esse tipo de situação, existe a averbação eletrônica. Com o auxílio de softwares é possível prevenir erros de digitação, pois os dados saem diretamente do sistema da transportadora para o sistema de averbação escolhido pelo segurado.

Com diversas possibilidades de integração, a transportadora pode personalizar o sistema de averbação eletrônica de modo que se adeque ao seu modelo de negócio. Assim, é possível organizar dados contidos no Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), como valor da carga transportada, origem e destino, dados do veículo e do motorista, entre outras informações pertinentes à averbação e controle das apólices. 

Averbações de carga no Brasil em 2021

No primeiro quadrimestre de 2021 foram registrados R$ 2,9 trilhões em movimentação de cargas no País, sendo que no mesmo período do ano passado, foram contabilizados R$2,1 trilhões, um aumento de 38,63%, segundo o relatório “Índice da Movimentação de Cargas do Brasil” desenvolvido pela AT&M, empresa de tecnologia de processo de averbação eletrônica para seguros de transporte de cargas. A base de dados do levantamento é formada por mais de 25 mil empresas, entre transportadoras, operadores logísticos e embarcadores. 

No primeiro quadrimestre de 2021 foram 327 milhões de documentos averbados que representam os pedidos de transportes realizados, sendo que no mesmo período do ano passado foram 185 milhões documentos averbados.

Gestão de riscos e seguro de carga

O transporte de cargas é uma atividade que envolve muitos riscos. É essencial contar com mecanismos que garantem proteção para a transportadora e seus clientes. No entanto, entender as ameaças, conhecer as melhores opções de seguros oferecidas pelas seguradoras e estar em conformidade com os contratos e legislação é um grande desafio.

Toda essa demanda pode ser supervisionada pela Gerenciadora de Riscos, dando mais tranquilidade para o administrador dar atenção para o desenvolvimento do seu negócio. 

A gerenciadora vai atuar no acompanhamento de todas as etapas da operação para que a carga esteja no local desejado e no prazo previsto. Isso também inclui, intervir e dar o suporte necessário diante de algum incidente que possa impedir ou atrasar a entrega, evitando, assim, danos e prejuízos financeiros a toda a cadeia (embarcador, transportador, motorista, terceiros, etc.).

A Zattar Seguros é especialista em prevenção de perdas para o segmento de Transporte e Logística

Contamos com uma Central de Prevenção de Perdas para transportadoras, embarcadores e motoristas, com mais de 15 anos de experiência e atuamos com as melhores seguradoras do país.

Converse com nossos consultores via Whatsapp ou por nossos canais de contato e entenda como podemos proteger o seu negócio. 

O que esperar da Black Friday em 2021?

Tradicionalmente, a Black Friday ocorre na última sexta-feira do mês de novembro, sempre após o feriado americano de Ação de Graças.  Não são só os varejistas que esperam ansiosamente pelo período, os consumidores também aproveitam o momento para comprar os produtos que desejam com mais desconto o que, na verdade, os tornam os grandes protagonistas da data.

A principal tendência para a Black Friday deste ano está diretamente relacionada ao poder do consumidor na pesquisa e comparação de preços muito antes de sair às compras. As Empresas da Varejo fazem com que o cliente tenha todas as informações na palma da mão. Mesmo aqueles que optam por realizar suas compras na loja física, utilizam o recurso da pesquisa para comparar valores.

Assim como a Black Friday 2019 foi um parâmetro para o crescimento da edição de 2020, o comportamento do consumidor no ano passado é um termômetro que sinaliza aquilo que podemos esperar da Black Friday 2021.

Com a pandemia em 2020 tivemos a Black Friday mais digital da história, o cenário do comércio eletrônico deve se expandir ainda mais em 2021. Os dados e as pesquisas revelam que, em 2020, o varejo físico declinou enquanto o e-commerce cresceu. Além disso, todas as tendências relacionadas ao comportamento do consumidor demonstram a maturidade que o consumidor digital atingiu. 

Atender ao pico de demanda que acontece durante o período não é tarefa simples, as empresas têm que saber lidar com atrasos e problemas nas entregas, onde é necessário um planejamento prévio e minucioso nas estratégias de vendas, logística e de segurança do processo de entrega ao consumidor. A falta de planejamento e estratégia pode afetar a imagem da marca, gerar frustração de receita da empresa, insatisfação e perda de clientes.

Então como prevenir os riscos de transporte durante a Black Friday? 

A Zattar Seguros elaborou algumas dicas visando a logística eficiente e a elevação do nível de segurança do transporte durante este período, confira:

1 – Buscar um Seguro de Transportes para coberturas de roubo, avaria, acidentes e viagens internacionais; 

2 – Utilizar plataforma web para simplificar a gestão da logística e a comunicação com transportadores, com foco nos melhores resultados, menores custos, além de entregas mais rápidas e o monitoramento de todas as fases da operação. 

3 – Adotar um Gerenciamento de Risco diferenciado pensando na sazonalidade da operação. Busque empresas de GR no mercado com credibilidade e que entendam dos riscos deste tipo de transporte;

4 – Realizar o Cadastro dos motoristas e o checklist de segurança dos veículos;

5 – Adotar Rastreamento ostensivo 24h, com controle da rota, ações de entrada e saída de alvos, controle dos locais de paradas, equipamentos de redundância e regras bem definidas entre o Segurado x Corretora x Gerenciadora de Risco;

6 – Quando possível, utilizar protecionais adicionais de segurança para dificultar o acesso ao veículo ou que possibilitem recuperação da carga por exemplo:  tela de janela com sensor, trava externa do baú, localizador fixo na carreta, equipes de pronta resposta, escolta velada, iscas nas cargas entre outros.

7 – Programar paradas estratégicas durante a viagem em locais avaliados previamente pela GR e durante a parada manter comunicação constante com o motorista;

8 – Realizar treinamento com as equipes, onde a GR tem um papel importante neste processo. Constantemente a GR deve avaliar as áreas de riscos, movimentação das quadrilhas, não conformidades durante a viagem e de forma inteligente direcionar as ações de segurança junto ao segurado e as equipes envolvidas no transporte e logística.


Eduardo Tavares – Gerente de Operações 

Segurança Cibernética para empresas: 3 tendências para 2022

Os últimos anos foram marcados por uma intensa modernização. Impulsionadas ainda mais pelo cenário de pandemia, as organizações se digitalizaram a uma velocidade surpreendente, com novas tecnologias e modelos de negócios que trazem também muitos desafios em termos de segurança

Crises relacionadas a falhas ou crimes cibernéticos se tornaram um risco comum a todo tipo de negócio. Não à toa, este tema figura entre as 10 maiores ameaças para a próxima década, de acordo com o Relatório de Riscos Globais 2021, do Fórum Econômico Mundial. 

Palavras como “ataque hacker”, “ciberataque”, “vazamento de dados”, entre outros, se tornaram frequentes na mídia – geralmente associadas a empresas, afetando sua reputação e valor de mercado. 

Mais do que nunca, os gestores precisam estar atentos à cibersegurança. Entender de que forma seus negócios estão expostos a esses riscos e conhecer os recursos e estratégias disponíveis é fundamental para sua proteção.  

Ataques cibernéticos e o que aprendemos com eles nos últimos anos

Não faltam exemplos de empresas vítimas de criminosos que invadem sistemas para sequestrar dados e obter vantagens. 

A companhia de turismo CVC recentemente ficou paralisada por 12 dias após sofrer uma invasão em seus sistemas. O ataque de ransomware – um dos mais recorrentes em crimes cibernéticos – deixou o site da companhia inoperante e ocasionou queda nas ações. No pregão do dia da ocorrência a empresa ficou entre as maiores quedas do Ibovespa, com tombo de 12% nos papéis no acumulado da semana.

Outro caso de destaque foi a rede de lojas Renner que também sofreu com ataques cibernéticos. O ataque provocou indisponibilidade em parte dos sistemas e operação da companhia, o que deixou, principalmente, o sistema de e-commerce fora do ar. O restabelecimento do método de compra, via site e aplicativo, retomou as operações dois dias após o ataque.

Somente na América Latina, segundo a pesquisa FortiGuard Labs, foram mais de 7 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos registradas no primeiro trimestre de 2021, sendo que 3,2 bilhões dessas tentativas ocorreram no Brasil.

Em geral, as ameaças interceptadas pela cibersegurança se configuram de três formas: 

  • Crimes virtuais: ocorridos por meio de agentes individuais ou grupos que atacam sistemas a fim de obter ganhos financeiros; 
  • Guerra cibernética: que geralmente envolve coleta de informações e tem motivação política; 
  • Terror virtual: que contamina sistemas eletrônicos com o objetivo de causar pânico ou medo. 

Os métodos mais comuns de contaminação são os que utilizam vírus, worms, spywares e cavalos de Troia.

Tendências em Segurança Cibernética para 2022

Diante desse cenário, é imprescindível que ameaças cibernéticas sejam consideradas no plano de gestão de riscos das organizações. Felizmente, cada vez mais surgem estratégias e soluções para prevenir perdas decorrentes desse tipo de crime, e medidas para conter danos. 

Confira as principais tendências em termos de segurança cibernética no Brasil e no mundo:

  1. É preciso investir em segurança cibernética

Um estudo realizado pela Marsh Brasil em parceria com a Microsoft, com 640 empresas na América Latina, em agosto de 2020, mostrou que  24% das empresas entrevistadas aumentaram o orçamento destinado à segurança em seus sistemas. 

Outro estudo, desta vez realizado pela empresa de segurança russa Kaspersky, em 2020, com micro, pequenas e médias empresas na América Latina, mostrou que 70% utilizam soluções de segurança. 

Ainda, 25%  afirmaram que o investimento em segurança foi motivado por algum incidente; 22% investiram após saberem de incidentes com outras empresas. 

Sobre os incidentes, 14% sofreram infecções de malware 1, 19% foram vítimas de ransomware 2, e 10%, de ataques direcionados.

  1. Compliance e conscientização

Além dos riscos cibernéticos, o empreendedor deve estar atento ao compliance, ou seja, um conjunto de políticas e normas de controle de trabalho, para que as empresas atuem sempre conforme as regras de seu setor. 

Atuar junto aos colaboradores com medidas de conscientização sobre segurança no ambiente online é essencial para prevenir incidentes.

No que diz respeito à segurança de informação, é importante dar atenção especialmente ao que regulamenta a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a fim de não se cometer nenhuma violação de privacidade com os dados dos seus clientes e colaboradores.

  1. Cyber Insurance 

A arrecadação dos seguros de riscos cibernéticos alcançou R$ 64,352 milhões no acumulado de janeiro a agosto deste ano, no Brasil, indicando alta de 161,3% em relação ao mesmo período de 2020, quando a receita foi de R$ 24,216 milhões.

Em razão do aumento dos ataques de hackers contra empresas e pessoas, as vendas de seguros contra riscos cibernéticos no país movimentaram, somente no mês de julho, mais de R$ 9,5 milhões, volume 213,7% superior ao observado no mesmo mês de 2020.

De acordo com a Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), estima-se que esse mercado deve encerrar 2021 com cerca de R$ 101,774 milhões de prêmios.

No primeiro semestre de 2021, os sinistros ocorridos resultaram em indenizações de quase R$ 11,65 milhões, contra R$ 12,54 milhões, no mesmo período de 2020.

Com cada vez mais demanda para esse tipo de ameaça, as seguradoras oferecem produtos e soluções mais adequadas, o que torna mais fácil o acesso a este tipo de proteção.

Conte com especialistas para proteger seu negócio

A Zattar Seguros é especialista em riscos empresariais e seguros para riscos cibernéticos, operando na proteção, gestão e manuseio de dados e as consequências das perdas de informações corporativas.

Contamos com uma equipe interna de Gestão de Riscos com mais de 15 anos de experiência atuando nas principais gerenciadoras de risco do país. 

Entre em contato e descubra como podemos ajudar o seu negócio.

Seguro de Carga para transportadoras: Como funciona e quais são as principais modalidades?

Prezar pela integridade da carga ou mercadoria é uma das principais preocupações durante sua movimentação. Riscos como roubo ou furto, acidentes e avarias infelizmente são uma realidade e podem gerar grandes prejuízos. Por isso, o seguro para cargas é essencial para a atividade.

Esta categoria de seguros pode garantir uma indenização por prejuízos financeiros decorrentes de danos ou perdas do carregamento durante viagens em diferentes modais, como rodoviário, aéreo, ferroviário ou marítimo, seja em território nacional ou internacional.

Destinado a proteger empresas que atuam no transporte de bens e mercadorias, a contratação de apólices dessa natureza é, portanto, um dos elementos mais relevantes do gerenciamento de riscos.

O seguro para cargas é tão importante que existem modalidades obrigatórias por lei. A depender dos riscos da operação, existem também coberturas opcionais que podem ser indicadas para uma proteção mais abrangente. Quer conhecer as principais opções e entender melhor o tema? Confira abaixo:

  • Como funciona o seguro de transporte de carga para transportadoras?
  • Quais são os seguros para de cargas?
  • Seguro de carga e gestão de riscos para transporte

Como funciona o seguro de carga?

O seguro da carga começa ainda no planejamento do serviço, e vale lembrar que ele é indispensável mesmo quando o embarcador já possui seguro

É importante considerar, além do seguro obrigatório, os possíveis riscos da operação e, como já mencionamos, a necessidade de apólices acessórias. Por isso, neste momento, contar com uma gerenciadora de riscos especializada em transporte de cargas pode ajudar muito. 

Em geral, a cobertura é válida durante o tempo em que a carga está sendo transportada, ou seja, entre o local de partida e destino, e em alguns casos se estende durante o tempo de armazenamento em depósitos.

Sendo assim, quando ocorre um sinistro, a seguradora poderá ser acionada e dará todo suporte conforme previsto em contrato, garantindo mais tranquilidade e segurança para a transportadora e seu cliente. 

Atenção com a documentação: Uma vez entregue pelo segurado toda a documentação exigível, que deve constar das condições da apólice, a seguradora efetuará o pagamento da indenização no prazo máximo de 30 dias, conforme SUSEP. No caso de solicitação de outros documentos além daqueles considerados básicos para a liquidação de sinistros, este prazo será suspenso, e terá a sua contagem reiniciada a partir do dia útil subsequente àquele em que forem completamente atendidas as exigências.

O ressarcimento em caso de perdas e danos é feito pela seguradora de duas maneiras: Diretamente ao embarcador proprietário da carga, com o conhecimento da transportadora segurada, ou diretamente a transportadora da carga via comprovante de pagamento, em casos em que a transportadora paga primeiramente ao embarcador e depois é ressarcida.

Os tipos de seguro de transporte de cargas mais comuns

Existem vários tipos de seguros de cargas disponíveis no mercado, que se aplicam a diferentes modelos de negócio e operações. Entre os principais, estão:

Seguro obrigatório para transportadores RCTR-C

O RCTRC-C é o seguro de Responsabilidade Civil do transportador rodoviário de carga. Ou seja, esse é um seguro contratado especificamente para cobrir os danos causados por acidentes rodoviários.

É um seguro obrigatório para o transporte de cargas em todo território nacional, conforme decreto desde 1966:

DECRETO-LEI Nº 73, DE 21 DE NOVEMBRO DE 1966: “Art 20. Sem prejuízo do disposto em leis especiais, são obrigatórios os seguros de:

m) responsabilidade civil dos transportadores terrestres, marítimos, fluviais e lacustres, por danos à carga transportada.”

DECRETO No 61.867, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1967:

“Art 10. As pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado que se incumbirem do transporte de carga, são obrigadas a contratar seguro de responsabilidade civil em garantia das perdas e danos sobrevindos à carga que lhes tenha sido confiada para transporte, contra conhecimento ou nota de embarque.”

Entre os acidentes considerados no seguro temos:

  • 1 – colisão e/ou capotagem e/ou abalroamento e/ou tombamento do veículo transportador;
  • 2 – incêndio ou explosão no veículo transportador.
  • Pode se incluir, ainda, cobertura por danos materiais sofridos pelos bens ou mercadorias, consequentes dos riscos de incêndio ou explosão, nos depósitos, armazéns ou pátios usados pelo segurado, nas localidades de início, pernoite, baldeação e destino da viagem, ainda que os ditos bens ou mercadorias se encontrem fora dos veículos transportadores.

Seguro de RCF-DC – Responsabilidade Civil Facultativa por Desaparecimento de carga

Já o RCF-DC é o Seguro Responsabilidade Civil Facultativa de desaparecimento de cargas, que tem por objetivo garantir a cobertura do valor protegido no caso de roubo ou furto da carga transportada. O RCF-DC é facultativo, ou seja opcional, porém, importante destacar que ele só pode ser adquirido junto ao RCTR-C. 

Em geral, sua cobertura consiste em:

  • Desaparecimento total da carga, concomitantemente com o do veículo, durante o transporte, em decorrência de: apropriação indébita e/ou estelionato; furto simples ou qualificado; extorsão simples ou mediante sequestro; 
  • Roubo durante o trânsito, entendendo-se como tal, para a caracterização da cobertura, o desaparecimento total ou parcial da carga, desde que o autor do delito tenha assumido o controle do veículo transportador, mediante grave ameaça ou emprego de violência contra o motorista.
  • Roubo de bens ou mercadorias carregados nos veículos transportadores, enquanto estacionados no interior de depósitos ou da área do terreno onde estiverem localizados os depósitos do Segurado, ou sob seu controle e/ou administração, desde que tais depósitos tenham sido, previamente, relacionados na apólice e que sejam observadas, cumulativamente, as seguintes condições: Os bens ou mercadorias carregados estejam acompanhados do respectivo conhecimento de transporte rodoviário de carga e/ou de outro documento hábil; e os referidos bens ou mercadorias não tenham permanecido, no depósito, por mais de 15 (quinze) dias corridos.
  • Roubo praticado durante viagem fluvial complementar à viagem rodoviária, exclusivamente na Região Amazônica, desde que haja abertura de inquérito policial, e que ocorra o desaparecimento total ou parcial da carga, concomitantemente ou não com o do veículo embarcado.

RCTR-VI: 

Seguro de responsabilidade civil do transportador rodoviário — Viagens internacionais, como o nome indica, destina-se ao transportador rodoviário em rotas fora do território nacional. Ele protege o segurado em situações de perdas ou danos a mercadorias pertencentes a terceiros.

RCTF-C:

Seguro de responsabilidade civil do transportador ferroviário, destinado para o modal ferroviário em todo o território nacional. Em geral, sua cobertura abrange prejuízos causados por colisão, capotagem, incêndio ou explosão em vagão ou na composição ferroviária, em depósitos ou armazéns usados para pernoite ou baldeação. 

RCTA-C: 

O seguro de responsabilidade civil do transportador aéreo destina-se a empresas devidamente registradas no Departamento de Aviação Civil (DAC) para transportes aéreos. Sua cobertura inclui danos causados por colisão, queda ou aterrissagem forçada, incêndio ou explosão na aeronave ou em depósitos utilizados pelo segurado.

RCA-C: 

O seguro de responsabilidade civil do armador — Carga protege o segurado contra prejuízos causados por danos materiais aos bens pertencentes a terceiros durante o transporte em viagens marítimas nacionais. A cobertura prevê danos causados por naufrágio, encalhe, incêndio ou explosão do navio ou embarcação, bem como colisão com qualquer corpo fixo ou móvel.

Gestão de riscos no transporte de cargas

Para além do seguro de cargas, contar com um gerenciamento de riscos ajuda a prevenir incidentes, atrasos ou interrupções nas operações e contribui com a boa reputação da empresa. 

Quando falamos em transporte de cargas, contamos com uma série de metodologias e tecnologias agregadas que oferecem diferenciais competitivos para a segurança financeira da empresa. No entanto, a falta de estratégias de prevenção de perdas muitas vezes pode significar um alto custo e um plano de proteção ineficaz. 

Leia mais: Os 5 erros mais comuns no gerenciamento de riscos para transporte de cargas? 

Saiba mais sobre seguro para transporte de cargas 

A Zattar Seguros é especialista em soluções para transportadoras e embarcadores na movimentação de cargas em território nacional e internacional em todos os modais.

Contamos com uma equipe interna de Gestão de Riscos com mais de 15 anos de experiência atuando nas principais gerenciadoras de risco do país. 

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Transporte de carga: O que é Ad Valorem e como calcular a taxa

Esclareça todas as suas dúvidas sobre a Ad Valorem neste artigo! 

O transporte rodoviário de cargas está sujeito a diversos incidentes que podem interromper ou comprometer a operação. Acidentes em trânsito, desastres ambientais, furto ou roubo de cargas, por exemplo, são riscos comuns à atividade que devem ser previstos para que, diante de algum dano, o embarcador seja ressarcido e o responsável pela carga não saia no prejuízo. É por isso que o Ad Valorem, ou Frete Valor, existe e é tão relevante. 

O termo proveniente do latim significa “conforme o valor”. Trata-se de um imposto que abrange os principais custos necessários para proteger a carga desde sua coleta até sua entrega, incluindo seguros obrigatórios, mão de obra, material de segurança e custos operacionais.

A importância do Ad Valorem

O valor da carga transportada na maioria das vezes é superior ao valor do frete. Justamente por esse motivo, a perda total ou parcial dela pode deixar um saldo negativo para a transportadora se ela não contar com mecanismos que preveem segurança financeira.

Também é importante lembrar que segundo o Decreto-Lei 61.687/67 é obrigação do transportador garantir a segurança da mercadoria. Ou seja, você deve reembolsar os prejuízos causados por qualquer situação que afete a integridade do carregamento enquanto estiver sob sua posse.

Em termos de seguro, as duas principais composições do Ad Valorem são: 

  • RCTR-C: Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga que é um seguro obrigatório contratado pela transportadora especificamente para cobrir os danos causados por acidentes rodoviários.

A cobertura considera:

1 – colisão e/ou capotagem e/ou abalroamento e/ou tombamento do veículo transportador;

2 – incêndio ou explosão no veículo transportador.

Pode se incluir, ainda, cobertura por danos materiais sofridos pelos bens ou mercadorias, consequentes dos riscos de incêndio ou explosão, nos depósitos, armazéns ou pátios usados pelo segurado, nas localidades de início, pernoite, baldeação e destino da viagem, ainda que os ditos bens ou mercadorias se encontrem fora dos veículos transportadores.

  • RCF-DC: Responsabilidade Civil Facultativa do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga, que tem por objetivo garantir a cobertura do valor protegido no caso de roubo ou furto da carga transportada. O RCF-DC é facultativo, ou seja opcional, e só pode ser adquirido junto ao RCTR-C. 

Leia mais: RCTR-C e RCF-DC: O que são esses termos e quais as diferenças entre eles?

Sendo assim, ao considerar os riscos aos quais a carga está exposta na operação, o transportador pode estimar esse custo e agregar ao valor final do frete que será repassado ao cliente – chegando, enfim, ao Ad Valorem. 

Como calcular o Ad Valorem no frete?

Chegar a um percentual padrão para o Ad Valorem é a principal dificuldade dos transportadores. Isso ocorre porque existem muitas variáveis a considerar e que exigem atenção no planejamento do serviço e gerenciamento dos riscos

A princípio o Ad Valorem é cobrado a partir do valor da carga apresentado em sua nota fiscal, que é  multiplicado pelo percentual definido na tabela de frete da transportadora.

No Brasil, o ad valorem é fixado entre 0,03% e 0,40% do valor total das mercadorias em moeda corrente (real).

Essa variação se dá de acordo com cada operação, que possui características e riscos diferentes. É importante avaliar alguns fatores na hora de calcular o Ad Valorem, como:

  • Distância Percorrida: quanto maior a distância, maior a exposição da carga;
  • Peso do Produto: cargas pesadas tornam roubo/furto mais difícil, no entanto também apresentam riscos operacionais para seu manuseio;
  • Rota: rodovias ou regiões com alto índice de roubo de cargas ou infraestrutura deficiente onde ocorrem muitos acidentes também aumentam as chances de incidentes com as cargas, impactando no valor da taxa;
  • Fragilidade: quanto mais frágil a carga, maior a dificuldade de manuseio e as chances de avarias.

Tabela Ad Valorem

No que diz respeito à distância percorrida, a Associação Nacional de Transporte de Carga (NTC) estabeleceu, em 2014, uma tabela de referência com objetivo de facilitar o cálculo do Ad Valorem. Confira:

DistânciaAlíquota
1 a 250 km0,30 %
251 a 500 km  0,40 %
501 a 1.000 km  0,60 %
1.001 a 1.500 km 0,70 %
1.501 a 2.000 km0,80 %
2.601 a 3.000 km1,00 %
3.001 a 3.400 km 1,10 %
acima de 3.400 km  1,20 %
Coleta e entrega0,15 %

Diferença entre Ad Valorem e GRIs

A diferença entre Ad Valorem e GRIs é uma dúvida comum quando se fala em tributos relacionados à segurança no transporte de cargas. 

No entanto, é importante entender que são duas coisas diferentes. O Ad Valorem tem o objetivo dar suporte às necessidades específicas do transporte da carga quando acontece um incidente com perdas e danos. 

Já a taxa GRIS (Gerenciamento de Riscos e Segurança), destina-se a cobrir os custos inerentes ao gerenciamento de risco – incluindo planejamento da operação, monitoramento da carga, entre outros.

Apesar do cálculo ser parecido, o GRIS é destinado a prevenção de roubo de cargas durante o transporte. Assim, ele atua no monitoramento da carga. 

NOTA: Quando o embarcador contrata o seguro de TN (Transporte Nacional) e repassa o transporte de suas mercadorias para transportadores através de estipulações e DDRs, os mesmos não poderão repassar a cobrança do AD Valorem aos respectivos proprietários das mercadorias, visto já possuir o seguro e se responsabilizar pela carga. Quanto ao Gris a isenção dependerá do acordo entre embarcador e transportador, visto que muitas vezes o transportador continua responsável pelo Gerenciamento de riscos, seguindo o PGR da apólice do embarcador.

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